A falência é sem dúvida, o maior medo das empresas. Quando um negócio inicia suas atividades, o empresário tem a premissa de que passará por diversos desafios em sua gestão e, driblar a crise financeira ao longo dos anos é fundamental para evitar a falência.
Segundo um estudo do IBGE, o Brasil fechou mais empresas do que abriu nos últimos 4 anos. Cabe ressaltar que este estudo não contempla os efeitos da crise mundial decorrente da pandemia por Covid-19.
Alguns dos principais motivos para isso ter ocorrido foi a má gestão empresarial e a ineficiência em relação a saúde financeira, uma vez que a aplicação de boas práticas pode minimizar os riscos diante de uma crise econômica.
No entanto, em função da instabilidade econômica decorrente do Coronavírus, muitas empresas já vêm adotando medidas para fugir da crise financeira.
No que consiste a falência empresarial?
Uma empresa que tem uma má gestão empresarial pode resistir a momentos em que a economia do país está em alta. Mas, na crise, como a atual, pode ser o gatilho para a falência.
Entendemos como falência, uma situação onde a empresa não consegue mais arcar com as suas dívidas, seja por parte dos credores ou dos sócios da organização. Na falência os bens são usados para sanar suas dívidas.
No Brasil, essa situação é regulamentada pela Lei nº 11.101 de 9 de fevereiro de 2005, chamada de “Lei de Falências”.
Como evitar a falência?
Uma pesquisa do Sebrae indicou que 1 a cada 4 empresas, não conseguem evitar a falência e encerram suas atividades em média, até 2 anos.
Quando se pensa em medidas para fugir da crise financeira, principalmente em momentos delicados da economia, a demissão de funcionários e o corte de gastos são as primeiras coisas que vem à cabeça. Mas além delas, existem outras opções que podem ser adotadas, tais como:
- Fortalecimento da relação com os clientes
O fortalecimento da marca no mercado depende da boa relação com o cliente, pois a fidelização se dá em clientes que sentem uma empatia e tem uma boa relação com a empresa, mesmo na crise.
Em momentos de crise financeira, podemos considerar nesse fortalecimento da marca, ações como entregas grátis, promoções, conteúdos informativos pelas redes sociais, mensagens de agradecimento, pesquisa de satisfação etc.
- Exploração de novas possibilidades de mercado
Independente de crise econômica, o mercado sempre pede e oferece novas possibilidades, cabendo à equipe de gestão empresarial, estar atenta e saber como aproveitá-las. Por exemplo, o que seria de muitas empresas hoje, sem o e-commerce e o serviço de entregas?
- Revisão dos produtos e serviços oferecidos
Os produtos e serviços são os motores que levam as empresas para o sucesso ou fracasso.
Se conseguir atrair e conquistar o consumidor, a tendência é que as vendas se mantenham ou dependendo da dimensão da crise, caiam de forma mais suave. Por outro lado, se a gestão empresarial dos serviços e produtos não é bem feita, a sua empresa pode decair, sendo impossível evitar a falência.
Nesse caso, é fundamental que a empresa tenha a preocupação contínua com a avaliação dos resultados de vendas, revendo também produtos e serviços. Esta avaliação sobre o que vende e o que não vende e até mesmo fazer cortes se for necessário.
Outro apoio importante é usar a criatividade, inserindo novos produtos, que alcancem melhor as necessidades do seu público-alvo naquele momento ou fazendo promoções, com o objetivo de atrair novos públicos e até elevar as vendas, principalmente em produtos encalhados.
- Implementação de um planejamento empresarial emergencial
Antecipar os problemas é fundamental em uma gestão empresarial de sucesso. E quando falamos de falência e recuperação de empresas, é essencial que a organização tenha um planejamento empresarial emergencial em que os gestores preveem cenários distintos, possíveis problemas e soluções que a empresa pode ter ao longo do tempo.
Desse modo, traçar e implementar um planejamento empresarial emergencial, que contemple, um fundo de reserva de emergência, por exemplo, é importante para que a empresa consiga lidar com a crise, evitando ou minimizando riscos de falir.
- Renegociação de dívidas
Em uma crise financeira, as dívidas, podem se tornar uma bola de neve se não houver uma medida imediata que interrompa este processo e perder o “timing” na hora de decidir por uma renegociação de dívidas, pode também tornar o caso irreversível. Em vez de cair nos juros dos empréstimos, sobrecarregando ainda mais a saúde financeira da empresa, renegociar o saldo devedor com seus credores, a fim de obter novos prazos para pagamento e uma nova taxa de juros pode ser uma solução mais responsável.
Uma opção arriscada, mas que atende muitas empresas em dificuldades, é pegar apenas um empréstimo para quitar todas as outras pendências financeiras e ficar com uma dívida em aberto. Mas é essencial fazer um planejamento extremamente minucioso e sem erros.
Nós, do escritório Callil, Carvalho, Castro Advogados, seguiremos compartilhando informações importantes durante este período, alertando sobre possíveis mudanças, leis e impactos na economia. ?
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