O compliance identifica possíveis desvios jurídicos, éticos e morais de pessoas e processos de uma organização. Isso leva em conta também seu uso em novos modelos de negócios, mais ágeis, como as startups.
Em comparação a outros modelos empresariais, uma startup deve repensar todos os seus processos de trabalho para se adaptar em conformidade com a lei.
Por isso, o compliance precisa estar presente em todas as áreas da empresa. Diferente do que se pode imaginar, não é só no departamento jurídico que deve existir um bom programa de integridade e cumprimento de normas.
No artigo de hoje, é sobre isso que eu vou falar. Olha só o que eu separei pra você:
- O que são startups?
- O que é o compliance?
- Como o compliance se aplica a startups?
- Porque é importante contar com o apoio de um advogado?
Ao final desta leitura, você melhor que ninguém vai conseguir entender o porquê é necessário contar com programas completos de compliance na sua empresa, seja ela uma startup ou não.
O que são startups?
As startups são empresas que têm dois pilares essenciais: a inovação e a tecnologia.
Elas focam em dores específicas da sociedade e de consumo e com base nelas, desenvolvem soluções.
A inovação é fundamental nesse sentido, porque as startups focam no desenvolvimento de soluções de dores específicas e esquecidas por outros produtos e demandas, para assim criar ou incrementar uma solução já existente.
Por isso, na maioria das vezes,!são empresas que atuam em alta performance de riscos, além de usar, em sua estrutura, tecnologias digitais.
Isso acaba elevando grau de volatilidade da atuação, o que pode colocar a empresa em posições de potencial fragilidade.
O risco nesses empreendimentos é o que chamamos de “risco assumido”, uma via de mão-dupla tanto para a própria startup quanto para quem investe nela.
Elas podem ser das mais diversas áreas, desde startups de tecnologia até mesmo startups jurídicas.
O diferencial é que se trata de um modelo de negócio bastante agressivo e que busca rentabilizar seus produtos ou serviços dentro de uma operação seca, ou seja, mais enxuta.
Menos setores, menos pessoal, processos mais rápidos e efetivos. E que necessitam de compliance.
O que é o compliance?
Compliance significa prevenção. Para compreendê-lo, proponho o seguinte exercício:
- Selecione um projeto de sua vida
- Em seguida, imagine o processo de desenvolvimento deste processo, e isso significa responder o seguinte:
- Qual o objetivo deste projeto? Seja claro e realista
- Quais suas etapas? Organize-as de forma cronológicas
- Quais as ações? Veja o que é preciso fazer em cada etapa
- Com tudo isso em mente, imagine agora o que poderia dar errado?
- Identificando os possíveis erros e fracassos, pense em soluções que podem evitar estes caminhos.
Isso é o compliance.
É você prever, dentro dos riscos de um projeto, situações que podem prejudicá-lo ou até mesmo fracassá-lo e a partir dessa previsão, adotar mecanismos que blindem este processo e evite que esses erros aconteçam.
O compliance pode ser aplicado nos mais diversos ambientes de uma empresa.
Como o compliance se aplica a startups?
Como o compliance identifica possíveis desvios jurídicos, éticos e morais das pessoas envolvidas numa organização, ele é também parte fundamental dela.
Isso significa que a empresa vai buscar manter seus colaboradores alinhados aos valores da organização, bem como seus processos.
Com as startups, aparecem novos desafios.
Para começar, partimos do princípio que a maioria delas adota o regime remoto. Só aqui entram novos processos, como:
- Contrato de trabalho remoto
- Comunicação corporativa remota
- Gestão remota de documentos
- Monitoramento de demandas e tarefas dos colaboradores e etc
Também consideramos a importância do marketing digital neste modelo de negócio, que é o conjunto de formas de comercializar produtos e serviços para internet.
Quando o assunto é compliance, no ambiente do marketing digital, entram:
- Produção de conteúdos originais
- Políticas de tráfego pago
- Segurança da informação
- Proteção geral de dados
- Códigos de éticas para publicidades e etc
Agora imagine que ainda existem outros setores de startups, como por exemplo, os mais sensíveis:
- Comercial e marketing
- Jurídico e administrativo
- Financeiro e recursos humanos
São ambientes de extremo risco e onde a prevenção é fundamental para manter o negócio íntegro e próspero. Daí a necessidade de investir em compliance.
Por que é importante contar com o apoio de um advogado?
Compliance não se resume apenas ao departamento jurídico. Mas é um especialista no assunto que irá saber como aplicá-lo na sua empresa, seja ela uma startup ou não.
Um advogado especialista em compliance possui uma visão 360° do negócio, mapeando todos os pontos de fragilidade e criando mecanismos reais e efetivos que impeçam a empresa de trilhar tais caminhos.
Tudo isso porque ele tem a consciência de que o que está em jogo não é apenas a imagem da empresa perante o mercado, mas como também a reputação que ela arduamente construiu ao longo de tanto tempo e os riscos legais, financeiros e morais que ela pode estar correndo.
Por isso, é importante ter esta visão técnica de todos os setores da empresa na hora de organizar um programa de compliance.
Apenas dessa forma vai ser possível manter o seu negócio nos eixos, por mais arriscado e inovador que ele possa ser.
Conclusão
Com a sua leitura até aqui, você entendeu que o compliance pode se expressar nas mais diversas frentes e não apenas na jurídica.
E que isso pode acontecer através de diversos instrumentos reais e efetivos, que tem por objetivo tirar a empresa de uma rota de colisão que pode prejudicar sua imagem, sua reputação e suas finanças.
Se tiver alguma dúvida, deixe nos comentários pra gente.
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Dra. Lucieuda Castro
Sócia/Diretora de Gestão Administrativo-Financeira



